Secretário Leonardo Rolim que também estava na reunião deverá assumir o cargo de presidente após demissão de Renato Vieira, que se deu em seguida da audiência.

Veja abaixo os principais pontos debatidos na reunião, da qual o Sindprevs/SC também participou, realizada neste dia 28 de fevereiro.

O Ex-presidente do INSS Renato Vieira abriu a reunião citando dados de que houve análise de 1 milhão e 100 mil benefícios através do bônus. Que a produtividade dos trabalhadores que estão no Teletrabalho é 108% maior do que a dos servidores que estão nas APSs.

O Ex-presidente citou também que houve um aumento geral da produtividade do INSS em 38% e que em janeiro houve uma redução de 90 mil processo que estavam represados. Apesar dos números citados, a realidade dos locais de trabalho é muito diferente.

Como denunciado pela FENASPS em dezembro do ano passado o tempo de espera para concessão de benefícios aumenta a cada dia, além da fila de processos represados.

As entidades representantes dos trabalhadores ressaltaram que o referido aumento de produtividade se deu através de uma pressão constante sobre os servidores e assédio generalizado nos locais de trabalho. Muitas vezes, os servidores estão executando jornadas diárias de 12h a 15h para conseguirem bater as metas impostas pelo Instituto.

Essas condições de trabalho acarretam um elevado grau de adoecimento da categoria.

O Ex-presidente do INSS chegou afirmar na imprensa que nunca o INSS com um número tão pequeno de servidores apresentou uma produtividade tão elevada, porém mesmo com todas essas pressões, o aumento do número dos processos analisados não é suficiente para reverter o caos no órgão.

Os problemas do Instituto não são meramente conjunturais e sim problemas estruturais que serão resolvidos apenas com a realização de concurso público.

Fenasps e CNTSS reafirmaram sua posição contrária à contratação de militares para o INSS, bem posição contrária à terceirização, reiterando que tais medida não resolverão os problemas estruturais do Instituto.

Foi reforçada da pauta de realização de concurso público e contratação de servidores na Carreira do Seguro Social.

Os representantes do Governo se limitaram a afirmar que não havia dinheiro para realização de concurso público.

Em momento algum os representantes do governo se posicionaram contrários à contratação de militares para trabalharem no INSS. Se limitaram a afirmar que o decreto que regulamentava a contratação de militares era para todo o serviço público e não apenas para o INSS.

Questionados sobre a questão do concurso, os representantes do governo alegou que não havia dinheiro para realização de concurso. Porém, foram incapazes de explicar se não havia recursos para realização de concurso, como havia R$ 150 milhões para contratação de militares durante o ano de 2020? Alegando que não tem dinheiro ficou bem explicito que o governo não realiza concurso porque defendem o projeto ultraliberal de redução do Estado, e também porque o Presidente da República deu ordens para contratar militares para consolidar sua base de sustentação.

As entidades entregaram um documento (veja aqui) para o governo contendo propostas para buscar soluções ao atual estado de caos que impera no INSS.

O governo mencionou que entre as medidas que tomaram está a proibição de cessão de servidores para outros órgãos e fazer perícias para todos os servidores afastados em torno de 20%.

As Entidades alertaram que a culpa era do INSS que autorizou jornada excessiva de até 15h com metas abusivas. Disseram que tomarão as medidas para evitar abusos e ilegalidades contra os servidores. Porque ninguém está afastado sem amparo médico. Após a fala inicial o ex-presidente do INSS, ficou em silencio durante todo o tempo dos debates, quem assumiu a interlocução foi o Secretário Adjunto Bruno Bianco, que se comprometeu em realizar uma nova reunião dia 6 de fevereiro de 2020, para dar resposta das reivindicações apresentadas pelas entidades.

Os representantes do governo, alegando compromissos no Ministério da economia encerraram a reunião, e na sequência a imprensa noticiou a demissão do presidente do INSS, bem como anunciou Leonardo Rolim como provável sucessor de Renato Vieira.

A exemplo do que ocorreu no dia 24 de janeiro com atividades por todo o País, as entidades orientam os trabalhadores a realizarem mobilização para pressionar o governo, preparando a Greve Geral.

As centrais Sindicais estão convocando atos por todo o País no dia 3 de fevereiro.

É fundamental o engajamento da categoria nestas lutas, pois somente a luta de todos derrotará o projeto de desmonte do Estado e a reforma Administrativa do governo.

Fonte: Fenasps

Foto: Pedro Mesidor/Fenasps

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