Na tarde dessa quarta-feira, 21 de outubro, a Fenasps participou de uma reunião do Comitê Gestor Nacional de Avaliação de Desempenho (CGNAD). Nela, a gestão do INSS apresentou uma proposta de mudança nos critérios da avaliação individual da GDASS, podendo reduzi-la, causando prejuízos financeiros a servidores(as) da carreira do Seguro Social.

Como se sabe, a GDASS é composta por uma métrica que soma 100 pontos, com 80 para a avaliação institucional e 20 para a avaliação individual. Na proposta apresentada pelo INSS nessa quarta, 21, desses 20 pontos, 10 seriam atrelados a metas de produtividade.

Esta nova classificação da avaliação individual ocorreria em quatro ciclos, sendo que no primeiro os 10 pontos seriam concedidos a quem obter 60% da meta, no segundo, 70%, no terceiro, 80%, até que a partir do quarto ciclo só lograrão os 10 pontos aqueles(as) que atingirem 100% da meta.

Os10 pontos restantes ficariam distribuídos em outros critérios apresentados pela gestão do INSS: autodesenvolvimento (4 pontos), relacionamento interpessoal (2 pontos), flexibilidade às mudanças (2 pontos) e trabalho em equipe (2 pontos). Veja aqui a proposta do INSS.

Categoria não pode perder salário!

Diante dessa proposta do INSS, a Fenasps argumentou que atualmente muitos(as) trabalhadores(as) têm dificuldade para atingir essas metas, que a federação considera abusivas. Além disso, cresce a cada dia o número de servidores(as) adoecidos(as), ou em processo de adoecimento: muitos(as) estão absolutamente extenuados(as), trabalhando 10, 12 e até 15 horas por dia.

Há ainda o fato de que os sistemas continuam não funcionando corretamente, o que inviabiliza que a categoria aprimore o seu trabalho. Por fim, desde o início do home office emergencial, devido à pandemia de Covid-19, os(as) servidores(as) estão custeando do próprio bolso a estrutura laboral, pois o INSS não lhes dá as devidas condições de trabalho.

Vale ressaltar que o governo já economizou mais de 1 bilhão de reais mantendo os trabalhadores do Serviço Público em teletrabalho durante a pandemia.

Na análise da Fenasps, a Gestão do INSS avança na imposição da produtividade para todas as áreas do INSS e extinção da jornada de trabalho. O foco é implementar a reforma administrativa mesmo antes de ser aprovada no Congresso Nacional.

Apesar das reuniões ocorridas com o INSS, não existe negociação com esse governo! Eles estão ‘passando a boiada’ e colocando cada vez mais uma bomba maior no bolso dos servidores(as) públicos(as).

O que a gestão quer, nesse momento, é materializar a produtividade vinculada à GDASS. Essa é a centralidade do INSS, pois representa nossas maiores remunerações. A forma que perversamente encontraram para destroçar a saúde do servidores(as) ao limite e/ou retirar os seus salários.

A gestão do INSS argumenta que as entidades sindicais não apresentaram propostas. Na realidade, os gestores da autarquia não concordam com as entidades de que é preciso ter condições de trabalho, a garantia da jornada de trabalho e uma política de saúde do servidor.

É preciso ressaltar que as entidades sindicais que possuem assento no CGNAD não concordam com a intensificação e precarização do trabalho dos(as) servidores(as) e a falta de atendimento à população. Ficou marcada uma nova reunião, nesta sexta-feira, 23 de outubro, para o comitê discutir a proposta da gestão do INSS.

A história demonstra que só por meio da luta conseguimos barrar as retiradas de direitos dos servidores(as) e ter conquistas com a unidade e mobilização da categoria. Essa imposição é extremamente grave e envolve condições materiais de vida dos servidores(as) do INSS e a existência de um serviço público de qualidade.

Só a luta da categoria pode barrar está retirada de direitos.

Fonte: Fenasps

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