O Banco do Brasil anunciou nessa segunda-feira, 11 de janeiro, um programa de reestruturação que significa mais um passo na sua privatização.

Entre as medidas estão a desativação de 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 postos de atendimento, além da conversão de 243 agências em postos de atendimento e da transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem a oferta de guichês de caixa.

Tudo isso virá acompanhado de um Programa de Adequação de Quadros (PAQ), que pretende realocar empregados, e de um Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), que tem como meta o desligamento de 5.000 funcionários.

O que o governo pretende e a gestão do banco está executando à risca é o enxugamento da instituição para que possa ser privatizada. Esse é o mesmo procedimento realizado com outras empresas estatais no passado: o governo demite e paga todos os débitos trabalhistas com dinheiro público e vende ao empresário uma empresa limpa desses débitos por preço de banana.

É riqueza do Brasil sendo entregue ao capital financeiro por aqueles que se dizem patriotas. Quem mais se dá mal é o cliente, que vai pagar mais taxas e ter mais dificuldade de créditos e financiamentos se o banco se tornar realmente privado, além de ter um atendimento muito mais demorado devido à falta de funcionários.

Fonte: Fenasps

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