Há um ano, a Covid-19 nos confinou. O isolamento social se tornou uma atitude necessária para conter a propagação do vírus e poupar nossa saúde e nossas vidas, diante de uma crise sanitária de proporção mundial.

No entanto, o poder público não fez a sua parte. Colocou em primeiro lugar a pressão dos setores econômicos, em detrimento da saúde da população, já fragilizada com a sequência de ataques aos direitos sociais e trabalhistas que sofremos nos últimos anos. O teto de gastos estabelecido ainda no Governo Temer diminuiu os recursos para a saúde púbica e o que se viu foi o completo caos em áreas essenciais.

O Sistema Único de Saúde, um dos programas mais democráticos do mundo, agoniza pela falta de investimentos e de políticas de combate ao coronavírus. O colapso é a principal expressão de nosso tempo. Todos os dias, convivemos com o medo e a angústia pela perda de nossos entes queridos.

Na contramão do mundo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), além de não tomar medidas estratégicas para minimizar os impactos da pandemia, dissemina o pensamento negacionista contra a ciência. Incentiva aglomerações, o não uso de máscaras e o descrédito às autoridades sanitárias que tanto se esforçam para minimizar os impactos dessa doença nefasta.

Do ponto de vista econômico, a população ficou à margem de alternativas que pudessem garantir o isolamento social. O auxilio emergencial não correspondeu às necessidades do povo brasileiro que está entre a cruz e a espada: contrair a Covid-19 ou morrer de fome. Não há subsídios para manter os postos de trabalho e nem mesmo um plano para gerar emprego e renda.

O Brasil caminha para a marca de 300 mil mortos pela Covid-19. Em Santa Catarina, são quase 10 mil mortos e cerca de 370 pessoas esperam por um leito de UTI. A vacinação atingiu pouco mais de 1% da população, considerando quem recebeu a primeira dose. Isso demonstra a incompetência de Bolsonaro e de sua equipe para enfrentar essa crise sanitária se precedentes.

Como não bastasse, o Governo Federal segue com a sua agenda de retrocessos, mirando o desmonte e a privatização dos serviços públicos, fragilizando profissionais da linha de frente, que operam as maiores políticas públicas do país, como os servidores do Ministério da Saúde, da Anvisa e do INSS.

O Sindprevs/SC se mantém atento e preocupado com o número crescente de relatos sobre colegas do INSS, do Ministério da Saúde, da Anvisa e da Receita Federal que estão morrendo por conta da Covid-19. Não medimos esforços para cobrar do Governo, por meio de documentos e ações, a segurança e a proteção necessárias aos nossos trabalhadores.

Não estamos alheios a essa terrível situação e somos solidários a nossos colegas e amigos. Estamos enlutados junto com as famílias que perderam vidas para essa terrível doença, fruto de um Governo genocida e incompetente.

Por isso, reafirmamos a necessidade de ficar em casa, do distanciamento, do uso da máscara e de medidas de higienização constante.

Todas as vidas importam! Vacina para toda a população! Nenhum direito a menos!

Diretoria Executiva Colegiada do Sindprevs/SC

24 de março de 2021.

Comments fornecido por CComment