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Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (3), servidores públicos, petroleiros, bancários, professores, trabalhadores da iniciativa privada e desempregados estão se mobilizando no Rio de Janeiro, com paralisações, greves e protestos contra a privatização de empresas públicas e as reformas Trabalhista e da Previdência. Também estão sendo realizadas ações em outros estados, como parte desse Dia Nacional de Luta. 

No Rio de Janeiro, trabalhadores da Cedae (empresa de abastecimento de água) fazem greve de 24 horas. Essa empresa, assim como Eletrobras, Furnas, Casa da Moeda, entre outras, está em vias de ser privatizada. 

Bancários dos prédios do Sedan (Banco do Brasil) e Barroso (Caixa Econômica Federal) também integraram o dia. Desde as 6h, petroleiros realizaram panfletagens e paralisações de advertência, e durante todo o dia estão previstas manifestações. 

Os profissionais das escolas municipais do Rio realizam uma greve de 24 horas e neste momento fazem um ato de protesto na porta da prefeitura contra a política educacional do prefeito Crivella e contra a falta de reajuste salarial em 2017. Os(as) trabalhadores(as) se reuniram a outras categorias em um ato em frente à Cedae. 

Após essa mobilização, os manifestantes seguirão em passeata até a sede da Eletrobras. Além disso, terá um ato em frente à Petrobras, que faz aniversário hoje, e na Petros, responsável pelos fundos de pensão dos petroleiros. A mobilização será finalizada com um ato/show unitário na Candelária. 

Mobilização não pode se tornar palanque eleitoral

De acordo com o petroleiro e dirigente do Sindipetro RJ Eduardo Henrique, que também integra a CSP-Conlutas/RJ, as mobilizações são fundamentais no combate ao desmonte que os governos não só de Temer, mas estaduais e municipais em vários regiões do país, estão fazendo com as empresas públicas. Contudo, o dirigente salienta que a mobilização não pode ser descaracterizada e transformada em palanque eleitoral para nenhum político. 

“Aqui no RJ, estão tentando sequestrar essa data e transformá-la em palanque para o Lula que já confirmou presença no ato. Nós, da CSP-Conlutas, estaremos com uma coluna independente e combativa nessas manifestações e faremos essa denúncia”, alertou o dirigente. 

Outros estados

Trabalhadores pelo país também estão se mobilizando contra as privatizações em outros estados. Foram realizadas panfletagens em plataformas da Petrobras em Aracaju (SE) e Belém (PA). 

Privatizações em larga escala

Esse pacote de privatizações foi aprovado pelo governo Temer em agosto. Além da privatização da Eletrobras, estão na lista 14 aeroportos, onze blocos de linhas de transmissão de energia elétrica, 15 terminais portuários, rodovias, e empresas públicas, como Casa da Moeda. 

A Petrobras anunciou a venda de 74 plataformas de petróleo. Chamado de plano de desinvestimentos, na prática, significa privatização, entrega do patrimônio público à iniciativa privada. 

Os trabalhadores dos Correios em greve desde o dia 20 de setembro, também estão em luta contra a privatização da empresa, cuja intenção de entregá-la à iniciativa privada já foi anunciada pelo governo Temer. 

A CSP-Conlutas apoia incondicionalmente as mobilizações e manifestações dos servidores e trabalhadores em geral, participa das manifestações e reforça que é possível os trabalhadores garantirem seus direitos por meio da luta. 

A Central defende a imediata preparação de uma Greve Geral que derrote os planos de ajuste fiscal do governo federal e, por conseguinte, dos governos estaduais e municipais.

Fonte: CSP-Conlutas

Foto: Divulgação CSP-Conlutas