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Sob a pressão da estagnação econômica, da baixa taxa de investimentos e do desemprego recorde, o governo apronta ataques aos trabalhadores com a reforma da previdência, para que os capitalistas saiam ilesos da crise. Entretanto o próprio governo afirma que a reforma da previdência dará um folego a economia, mas não será suficiente para cobrir o “déficit”, ou seja, mais ataques se avizinham sob o comando de Bolsonaro, Guedes, Maia, Moro, STF e a mídia.

Um dos planos do governo e que já corre a toda a velocidade é a privatização de empresas estatais, segundo Paulo Guedes, guru da economia de Jair Bolsonaro, o Brasil precisa abrir sua economia, para dar folego ao país e retirar o pesado fardo das costas de empreendedores nacionais. O que está por trás desse discurso é a entrega de nossas riquezas nacionais ao capital estrangeiro, uma maior submissão ao imperialismo, que se prova com o acordo MERCOSUL-UE e maiores condições de explorações dos trabalhadores, inclusive para viabilizar a vinda do investimento internacional.

A reforma da previdência que se configura como a principal pauta econômica da gestão Bolsonaro, foi aprovada em primeiro turno na câmara de deputados no dia 06/07 e segue como principal pauta para o semestre que se inicia. Para sua total aprovação ainda falta a provação em segundo turno na câmara dos deputados e duas votações no senado. A intenção do governo é aprovar totalmente a reforma no prazo de 60 dias.

A pressa em atacar nossos direitos vem com a desculpa da crise econômica, mas o que vemos realmente é que o interesse dos políticos e empresários, é a cada dia mais facilitar sua obtenção de lucros às custas de vida de milhões de trabalhadores. Os dados nos mostram que mais de 50% dos desempregados (que já chegam a 14 milhões) é de jovens entre 18 e 24 anos. A implementação da reforma trabalhista junto a reforma da previdência significa postos de trabalho cada vez mais precários, os jovens são os mais atingidos que acabam se submetendo a subempregos, sem direitos nenhum. O futuro esperado pelo governo e os grandes capitalistas para juventude é de extrema miséria. Trabalhos cada vez mais precarizados, ou morremos trabalhando ou de tanto trabalhar, como no recente caso de Thiago Dias .

A retomada da agenda traz novamente a pauta o pacote dito “anticrime” do ministro da justiça e segurança pública, Sergio Moro. Esse pacote conta com diversas medidas, mas a mais escandalosa dentre elas é a ampliação do “excludente de ilicitude” que aceita como defesa de policiais em caso de assassinato, medo ou surpresa. É mais uma carta branca do governo para o genocídio negro nas favelas. Mais uma carta branca para que policiais continuem abusando de sua autoridade para coagir, ameaçar e matar alegando legitima defesa. Sabemos muito bem que a polícia primeiro atira e depois pergunta, o que já causou a morte de muitos jovens, indo para a escola ou que foram alvejados por confundirem pacote de pipoca com drogas ou guarda-chuva com fuzis.

Os planos dos parlamentares para além da reforma da previdência passa pela discussão de uma reforma tributária, que promete aumentar os impostos para os ricos e diminuir para os pobres, vejamos como será de fato, o que sabemos é que não podemos nos iludir, o plano do governo é para nos fazer pagar pela crise capitalista e para isso inventam diversos discurso. A reforma trabalhista que diziam que iria aumentar os postos de trabalho e diminuir o desemprego, se mostra na prática com a precarização dos postos de trabalho enquanto o desemprego só aumenta.

Pretende discutir também o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), uma verba destinada a educação básica que está prevista na legislação e expira no ano que vem (2020).

Mais uma pauta na agenda no congresso é o aumento do fundo eleitoral. Depois dos escândalos com as candidaturas laranja do PSL nas últimas eleições é uma afronta a população que sigam votando privilégios e maiores verbas para garantir seus interesses, enquanto permanecemos sofrendo com o aumento da carestia de vida, baixos salários, péssimas condições de emprego e em breve sem possibilidade de se aposentar.

Fonte: Esquerda Online

Foto: Sérgio Lima/Poder360

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