Em defesa da mãe-terra, por saúde e educação públicas no campo e por uma Previdência Social solidária e inclusiva, dezenas de milhares de mulheres trabalhadoras rurais ocuparam e coloriram a Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira, 14 de agosto, na 6ª edição da Marcha das Margaridas. 

As mulheres, que também gritaram palavras de ordem contra o fascismo e o conservadorismo que assolam o país, receberam apoio de lideranças indígenas, diversos movimentos sociais e entidades sindicais, dentre elas a Fenasps e outras que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). 

Confirmando a estimativa dada pelos organizadores, mais de 100 mil manifestantes participaram da marcha, que saiu, pontualmente às 7h, do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em um percurso de quase cinco quilômetros.

Histórico

Desde o ano 2000, milhares de mulheres do campo viajam a cada quatro anos a Brasília como uma forma de homenagem à militante Maria Margarida Alves, assassinada na Paraíba em 1983, enquanto lutava por direitos trabalhistas. Porém, além de tributo à liderança sindical, a marcha é um protesto popular contra o machismo, o racismo, a LGBTIfobia e todas as formas de exploração humana. O respeito ao meio ambiente e a luta em defesa dos direitos humanos também são pautas norteadoras do movimento.

Fonte: Fenasps

Foto: Pedro Mesidor/Fenasps

 

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